segunda-feira, 9 de maio de 2011

Tapajós e Carajás seriam estados inviáveis, calcula economista do Ipea


Caso cheguem a ser criados, os estados de Carajás e Tapajós serão economicamente inviáveis e dependerão de ajuda federal para arcar com as novas estruturas de administração pública que precisarão ser instaladas, afirma o economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Rogério Boueri.
Prefeitos das cidades que passariam a ser capitais na hipótese de aprovada em plebiscitos a divisão do Pará defendem a criação dos estados. Eles apontam a distância da capital e a consequente ausência do governo estadual como os motivos para a divisão do estado - veja mais informações no fim da reportagem.
Nesta quinta-feira (5), a Câmara aprovou projetos de realização de plebiscitos para decidir sobre a criação dos estados de Carajás e Tapajós, que seriam desmembrados do Pará. No caso de Carajás, um decreto deve ser promulgado pelo presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), autorizando a realização da consulta. No caso de Tapajós, o plenário da Câmara aprovou o plebiscito, mas ainda falta votação no Senado.
O economista do Ipea fez cálculos, a pedido do G1, considerando os dados mais recentes disponíveis, referentes a 2008, e concluiu que os estados do Tapajós e de Carajás teriam, respectivamente, um custo de manutenção de R$ 2,2 bilhões e R$ 2,9 bilhões ao ano. Diante da arrecadação projetada para os dois estados, os custos resultariam num déficit de R$ 2,16 bilhões, somando ambos, a ser coberto pelo governo federal, conforme o especialista do Ipea.

Jatene não quer população contaminada pela escolha plebiscitária
Contaminação, no seu mais simples significado, é a transmissão de uma doença contagiosa ou vício, algo impuro do qual se quer distância. Esta palavra norteia o pensamento do governador Simão Jatene, sobre a aprovação do Plebiscito do Tapajós e Carajás. Está disponível para quem quiser ler, a matéria da Agência Pará. A contextualização está colocada ipsis litteris: O Governador também não admite que o plebiscito esteja associado a qualquer tipo de processo eleitoral, para que esse expediente não seja contaminado por outros interesses.
Outra expressão que não é usual em governos democráticos é não admitir, sobre algo, que não lhe compete. O processo eleitoral é um recurso cheio de falhas, mas é o único menos nocivo à democracia. Afinal de que contaminação o Governador está falando?
 Se for pelo direito que nos foi outorgado, para em processo livre e democrático, decidirmos sobre o que entendemos ser melhor para nós, então, queremos sim, Governador, ser contaminados e até inebriados, pela sensação de poder vislumbrar dias melhores.
A nota coloca em destaque aquilo que parece ser uma preocupação: A população deve ter total clareza do que vai escolher e suas reais consequências”. Por um “lapso de memória”, Jatene esquece que a consulta plebiscitária não vai ter versão unilateral.

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