quarta-feira, 20 de abril de 2011

Novo aparelho produzirá fertilizante a partir de lixo orgânico


Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru, desenvolveram um aparelho capaz de transformar lixo orgânico em adubo. Esse processo de reutilização das sobras é conhecido como compostagem e é usado como alternativa para fertilizar o solo em pequenas propriedades.
Normalmente, a compostagem consiste em depositar cascas de frutas ou restos de vegetais no solo, e a decomposição natural, provocada por bactérias, cria o adubo. No entanto, a prática causa mau cheiro e atrai insetos. A técnica desenvolvida na Unesp tem a vantagem de ser feita num contêiner fechado, e não gera nenhum desses problemas.
'A ideia não é ter um desses em casa', explicou ao G1 João Perea Martins, pesquisador responsável pela parte de automação da invenção. 'A preocupação é dar um destino mais correto para o lixo gerado pelas empresas', completou o professor. Se não for bem tratado, o lixo gerado pela indústria alimentícia pode se tornar um fator de poluição.
O lixo fica armazenado num contêiner fechado, onde o processo ocorre naturalmente. As bactérias presentes no próprio material orgânico o consomem. Quando o processo termina, o material que resta pode ser usado como fertilizante.
A grande preocupação que se deve ter durante a transformação é com os níveis dos gases dentro do contêiner. As bactérias consomem oxigênio e liberam gás carbônico. Por isso, é necessário saber a hora certa de injetar oxigênio para dentro do contêiner.

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