Um procedimento cirúrgico que vem aumentando consideravelmente no Brasil nos últimos anos é o de redução de estômago ou cirurgia bariátrica. O procedimento é indicado para pessoas com a chamada obesidade mórbida, ou seja, pacientes em que o sobrepeso, deixou de ser apenas uma questão estética, para se tornar uma doença.
De acordo com o médico Acácio Centeno, especialista em cirurgia bariátrica, hoje a obesidade se caracteriza como um dos grandes problemas da sociedade. Só no estado do Pará, pelo menos 10 mil pessoas sofrem com a doença. “As pessoas precisam se conscientizar de que a obesidade não é apenas uma questão estética e sim uma doença e ela não tem cura, apenas controle. Se o paciente não estiver disposto a mudar seus hábitos, principalmente os alimentares, a cirurgia não vai resolver seu problema”, sentenciou o médico, que defende a ideia de que a recuperação de pacientes com essa doença, depende do comprometimento que se tem consigo mesmo.
Hoje existem três tipos de cirurgias bariátricas, as restritivas, as mistas e as desabsortivas. Todas são cobertas pelo sistema único de saúde, o SUS, mas no Pará apenas o hospital Ophir Loyola realiza o procedimento de forma gratuita e a espera por uma vaga pode chegar até 5 anos, como explicou o médico. “Quando um paciente procura a rede pública ele vai passar por várias etapas e depois que o médico avaliar que o melhor é encaminhá-lo à cirurgia, ele ainda vai ter que esperar na fila e isso demora”.
Orm
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